21/09/2012

Aflorações defloradas de uma flor caída ao chão (ou "Porra, mas que dor a saudade traz!")

Você é meu amor impossível correspondido,
Depois de tantos interrompidos.
E você também se foi.
Mas me deixou com a certeza que não me deixou de amar.
Eu preciso mais do que posso dar,
Amor.
Preciso acreditar na beleza e nas saudades desse nosso fim.
Guardei pra você todos os meus piores segredos
Num Schiele grande e atormentado por traços desencontrados,
Encontros marcados nunca são observados.
A gente sempre observa mais os erros.
Nunca quis o direito com você.
Preferia sempre sair às escondidas,
Puxando você pelo braço e arrastando seu coração duro morro abaixo,
Pra ver se o quebrava
E libertava o desejo escondido ali.
Dentro de mim nunca houve fim.
Só respeito
E desejo (in)contido por você.
Vai até o fim
E nunca volta atrás.
Porque nunca é tarde para corrigir os acertos e repetir os erros.
Eu fui
O seu maior.
O seu...

20/09/2012

Amor...

Entendi porque tanto falam do amor, porque tanto querem o amor. Falam do que não tem, querem o que não tem. O que é escasso, raro, é esperado, desejado, romantizado. É o amor, símbolo real do impossível perenal: até que uma morte nos separe, qualquer uma.